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Os estudantes do 5º ao 9º ano das EMEFs Arco-Íris e Santo Antônio, em Imigrante,
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<p>participaram recentemente de um trabalho formativo sobre liderança e representação de turma, conduzido pela Coordenação Pedagógica do Ensino Fundamental II da Rede Municipal.</p>
<p>A proposta teve como objetivo ajudar os alunos a compreender o verdadeiro papel de um líder, refletindo sobre responsabilidade, diálogo e participação coletiva no ambiente escolar.</p>
<p>A atividade foi organizada em três momentos. No primeiro, os estudantes discutiram o que significa ser líder de turma, refletindo sobre características importantes como escuta, responsabilidade, respeito e capacidade de representar o grupo. A reflexão buscou desconstruir ideias comuns, como a de que o líder “manda” ou decide sozinho, reforçando que liderar é servir e representar o coletivo.</p>
<p>Em seguida, os alunos participaram de uma dinâmica em pequenos grupos, na qual precisaram discutir temas relacionados à convivência e ao cotidiano escolar, escolhendo um porta-voz para apresentar as ideias do grupo. A atividade permitiu que os estudantes experimentassem, na prática, o desafio de representar os colegas e comunicar decisões coletivas.</p>
<p>No terceiro momento, foi realizada a escolha dos líderes por meio de votação secreta, permitindo que os estudantes vivenciassem também práticas de cidadania e participação democrática dentro da escola.</p>
<p>A iniciativa busca fortalecer valores como responsabilidade, cooperação, escuta e protagonismo estudantil, incentivando os alunos a assumirem um papel ativo na construção de um ambiente escolar mais colaborativo.</p>
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<p>Fotos Divulgação PMI </p>
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As apresentações acontecem na sexta-feira e sábado, às 20h, e no domingo, às 19h30:
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<p>Um dos principais espetáculos teatrais do Rio Grande do Sul está de volta. Nos dias <strong>27, 28 e 29 de março</strong>, o público poderá acompanhar a <strong>20ª edição da Paixão de Cristo de Imigrante</strong>, realizada em frente ao imponente <strong>Convento São Boaventura</strong>, no bairro Daltro Filho. A expectativa é reunir mais de <strong>15 mil pessoas</strong> durante os três dias de espetáculo.</p>
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<p>As apresentações acontecem na sexta-feira e sábado, às <strong>20h</strong>, e no domingo, às <strong>19h30</strong>. A entrada é gratuita, mas é recomendado que os visitantes cheguem com antecedência para garantir melhor acomodação.</p>
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<p><strong>Um espetáculo único</strong><br /> Encenada por voluntários da comunidade, a Paixão de Cristo se renova a cada ano. O diretor <strong>Pablo Capalonga</strong> adianta que, em 2026, o público verá diferentes passagens da vida e ressurreição de Jesus, apresentadas em formato de <strong>flashback</strong>, trazendo novas emoções e reflexões.</p>
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<p><strong>Recepção musical</strong><br /> Uma hora antes de cada apresentação, o público será recebido com música:</p>
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<li>Sexta-feira: <strong>Orquestra Jovem de Imigrante</strong></li>
<li>Sábado: <strong>Orquestra Municipal de Imigrante</strong></li>
<li>Domingo: <strong>Orquestra Municipal de Colinas</strong></li>
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<p><strong>Estrutura e acolhimento</strong><br /> O evento contará com <strong>praça de alimentação</strong>, feira do produtor e artesanato, além de banheiros autolimpantes. Haverá também ervateira disponibilizando erva-mate e água quente — basta levar cuia, bomba e térmica.</p>
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<p>Para garantir segurança e bem-estar, haverá presença da <strong>Brigada Militar</strong>, <strong>Bombeiros Voluntários Imicol</strong>, equipe de saúde com ambulância, além de estacionamento organizado pelo <strong>Consepro</strong>, estudantes da <strong>AIEL</strong> e Conselho Municipal de Trânsito. Ônibus e vans terão espaço exclusivo no pátio da empresa <strong>Gota Limpa</strong>.</p>
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<p>Arquibancadas estão sendo montadas, mas recomenda-se que o público leve cadeiras próprias. Quem puder, deve priorizar as apresentações na sexta-feira ou domingo, pois no sábado há várias excursões confirmadas. Como o espetáculo é ao ar livre e à noite, é importante estar bem agasalhado.</p>
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<p><strong>Um cenário histórico</strong><br /> O Convento Franciscano São Boaventura, construído na década de 1940 em pedra de grês, será novamente o pano de fundo da encenação. Com mais de 2 mil m² de área, o espaço impressiona pela imponência e pela beleza da capela, que poderá ser visitada.</p>
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Coelhos, cenouras, ovos, bicicletas e outros itens compõem a decoração de Páscoa na Praça Flores da Cunha:
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<p>O clima de Páscoa já começa a tomar conta de Arroio do Meio. A decoração temática foi instalada na Praça Flores da Cunha e em outros espaços públicos da cidade, trazendo cores, símbolos e elementos que remetem à celebração e convidam a comunidade a entrar no espírito da data. Os enfeites foram produzidos no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), com a participação de oficineiras e integrantes dos grupos atendidos no local. </p>
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<p>Para marcar o período e reunir a comunidade, será realizada a segunda edição do <strong><em>Caminhos de Páscoa na Praça</em></strong>, no <strong>domingo, 29 de março</strong>, na Praça Flores da Cunha, das 15h às 18h. A programação contará com apresentação de grupos de danças Helmuth Kuhn e Frohsinn, presença da Erva-mate da Família, brinquedos infláveis, além da aaça ao ninho, realizada em parceria com a Neugebauer, e diversas oficinas para as crianças, com a participação do Rotary e Lions. Também haverá a presença do Coelho da Páscoa, que fará a entrega de ninhos para as crianças e animação com o professor Cristiano e equipe a partir das 16h, com atividades e brincadeiras. A Casa do Museu também estará aberta para visitação.</p>
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<p>A proposta é proporcionar uma tarde divertida e encantadora para as famílias, celebrando a Páscoa com atividades culturais, recreativas e momentos de convivência na Praça Flores da Cunha.</p>
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Conclusão da obra está prevista para as próximas semanas:
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<p>A reconstrução da Ponte do Cafundó, localizada no Bairro Boa Vista, em Poço das Antas, avançou para uma etapa decisiva nesta segunda-feira, dia 16 de março, com o içamento das vigas que irão compor a nova estrutura. A operação contou com o uso de dois guinchos de alta capacidade, responsáveis por posicionar as quatro vigas que sustentarão a ponte.</p>
<p><br />A etapa é considerada fundamental para o andamento da obra, aproximando o momento de liberação do tráfego no local. Acompanhando os trabalhos estiveram o prefeito Glicério Ivo Junges, o vice-prefeito Leonardo Olávio Griebeler, o secretário de Administração, Indústria e Comércio, Romeu Forneck, e o secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Valdecir Flach.</p>
<p><br />De acordo com Romeu Forneck, o avanço da obra representa um momento aguardado pela comunidade. “Estamos acompanhando de perto cada etapa dessa reconstrução, e o içamento das vigas é um marco importante, pois demonstra que a obra está entrando em sua fase final. É um trabalho que envolve planejamento e parceria, e que em breve vai devolver mobilidade para quem costumava utilizar esta passagem”, enalteceu.</p>
<p><br />A reconstrução da ponte acontece com recursos da iniciativa privada, viabilizados através do Programa Reconstrói RS, com intermédio da CIC Vale do Taquari, reforçando a importância da união entre poder público e entidades. A expectativa é de que os trabalhos sejam concluídos nos próximos dias, com inauguração prevista para o mês de abril.<br />Com o avanço das etapas, a reconstrução da Ponte do Cafundó segue como uma importante conquista para a comunidade, simbolizando a recuperação da infraestrutura e o fortalecimento do desenvolvimento local.</p>
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<p>FOTOS: AI Poço das Antas</p>
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Associados irão votar proposta que prevê continuidade das operações enquanto dívidas são organizadas:
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<p><span>A Cooperativa Piá, com sede em Nova Petrópolis, convocou uma Assembleia Geral Extraordinária para o dia 26 de março com o objetivo de deliberar sobre a possibilidade de iniciar um processo de liquidação da entidade. A medida ocorre em meio à crise financeira enfrentada pela cooperativa nos últimos anos. As informações são do Jornal do Comércio.</span></p>
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<p>Segundo o presidente Jorge Dinnebier, a proposta prevê uma liquidação com continuidade dos negócios, modalidade prevista em lei que permite à cooperativa manter parte das atividades enquanto busca reorganizar as finanças e quitar dívidas. A decisão final caberá aos associados que participarem da assembleia.</p>
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<h4>Situação financeira e objetivo da medida</h4>
<p>A crise da cooperativa se agravou em 2023, após a renúncia da diretoria em meio a um passivo que chegava a cerca de R$ 260 milhões. Desde então, a nova gestão promoveu a venda de ativos e a redução de custos como forma de tentar recuperar a saúde financeira da entidade.</p>
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<p>Em nota, a cooperativa informou que o procedimento tem como principal finalidade viabilizar a recuperação econômica e preservar as operações essenciais. O modelo de liquidação adotado não representa encerramento imediato das atividades nem se confunde com recuperação judicial.</p>
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<h4>Funcionamento do processo</h4>
<p>De acordo com especialistas em direito empresarial, nesse tipo de procedimento a cooperativa entra em fase de encerramento gradual, mantendo atividades de forma limitada e controlada para organizar o pagamento de obrigações, preservar patrimônio e concluir contratos em andamento.</p>
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<p>Nesse regime transitório, a entidade passa a atuar com finalidade liquidatória, deixando de priorizar a expansão dos negócios. A condução das ações normalmente é transferida a um liquidante, responsável por organizar os atos necessários até a eventual extinção da cooperativa.</p>
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<h4>Origem da crise</h4>
<p>O quadro financeiro começou a se deteriorar após mudanças no modelo de gestão e a execução de um projeto de expansão no setor leiteiro. Inicialmente estimado em cerca de R$ 28 milhões, o investimento acabou superando R$ 100 milhões, com a contratação de diversos empréstimos bancários.</p>
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<p>A aquisição de equipamentos importados, dificuldades na área comercial e sucessivas trocas em setores estratégicos também contribuíram para o agravamento da situação, impactando a relação da cooperativa com o mercado.</p>
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A abertura oficial acontece nesta sexta-feira (20), às 19h, seguida pelo show com Wilseu Pause e Mary Pause, às 20h:
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<p><span>Para celebrar os 34 anos de emancipação do município de Travesseiro, a Administração Municipal, em parceria com a ACISAT, preparou uma grande feira voltada para toda a comunidade regional. A 2ª Expofeira promete três dias de intensa programação, reunindo atrações culturais, musicais, turismo, agronegócio e gastronomia.</span></p>
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<p><span>A abertura oficial acontece nesta sexta-feira (20), às 19h, seguida pelo show com Wilseu Pause e Mary Pause, às 20h. Na sequência, o público poderá prestigiar a Banda Werner e Cia, e, para encerrar a noite, o DJ Kamini anima o evento.</span></p>
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<p><span>No sábado (21), a programação inicia às 9h com o Encontro Regional de Turismo. Ao longo do dia, haverá diversas apresentações locais e regionais. Às 16h30 ocorre o baile com a Banda Genial, seguido pelo show da Banda Studio, às 19h. Às 21h30, o destaque da noite é o show nacional da dupla Adson e Alana. Encerrando a programação do dia, o DJ Tiago Loureiro sobe ao palco.</span></p>
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<p><span>Já no domingo (22), último dia de feira, as atividades começam às 10h, com apresentações locais e exposição de carros antigos. À tarde, o público poderá aproveitar o baile com a Banda Estilo Brasileiro e, para fechar o evento, o show nacional de Paulinho Mocelin.</span></p>
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<p><span>Além da programação artística, os visitantes poderão percorrer diversos estandes com produtos da agroindústria, artesanato, turismo, gastronomia, exposição de animais e muito mais.</span></p>
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<p><span>A entrada é gratuita todos os dias.</span></p>
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<p><span>A 2ª Expofeira de Travesseiro conta com patrocínio ouro do Sicredi, patrocínio prata da MCI Solar e patrocínio bronze da X-Tech Alimentos, sendo uma realização da Prefeitura de Travesseiro e da ACISAT.</span></p>
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Durante o encontro, foram levantadas as principais ameaças enfrentadas pelo município:
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<p>A comunidade de Colinas participou, nesta semana, de um importante encontro no Teatro Municipal, voltado à preparação para situações de emergência. A atividade reuniu lideranças locais, representantes da comunidade e autoridades, promovendo um espaço de debate, reflexão e construção coletiva de soluções.</p>
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<p>Durante o encontro, foram levantadas as principais ameaças enfrentadas pelo município. Em um dos momentos da atividade, participantes contribuíram com um diagnóstico inicial, apontando:</p>
<p><br />• Inundação<br />• Deslizamento<br />• Apagão<br />• Temporais<br />• Granizo<br />• Conflitos<br />• Bloqueio de acessos</p>
<p><br /><br />A iniciativa integra as ações do projeto OIM, por meio do programa Tchê Prepara, que busca fortalecer a capacidade de resposta dos municípios do Vale do Taquari diante de eventos climáticos e outras situações de risco. A OIM - Organização Internacional para as Migrações, uma agência da ONU dedicada a promover migrações seguras, ordenadas e humanas. Atua no Brasil (desde 2016) e no mundo apoiando migrantes, refugiados e governos, focando em proteção, assistência, saúde e combate à exploração de pessoas em mobilidade.</p>
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<p>O prefeito Marcelo Schroer destacou a importância do envolvimento da comunidade nesse processo. Segundo ele, ações como essa são fundamentais para diagnosticar riscos e preparar o município para o futuro.</p>
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<p>“Esse trabalho é essencial para que possamos identificar nossas vulnerabilidades e agir com planejamento. Estamos investindo na prevenção e na preparação, pensando sempre em proteger vidas”, ressaltou.</p>
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<p>Além da participação no projeto, o município de Colinas tem intensificado os investimentos e o suporte às ações da Defesa Civil, bem como avançado no processo de reconstrução de áreas atingidas pelas enchentes de 2024.</p>
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<p>Dando continuidade às ações, estão previstos novos módulos de preparação e treinamento durante os meses de abril e maio, incluindo também a realização de um simulado de ativação do plano de contingência, ampliando ainda mais a capacidade de resposta do município.</p>
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Ao reunir dados, imagens, análises e experiências de pesquisa, o livro busca oferecer um panorama amplo sobre a diversidade de espécies as florestas ribeirinhas no Vale do Taquari:
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<p>Um novo livro voltado à compreensão e à recuperação de ecossistemas ribeirinhos foi lançado em 2026, reunindo resultados de pesquisas científicas e experiências de campo realizadas ao longo de quatro anos na Bacia Hidrográfica do rio Taquari, no Rio Grande do Sul, vinculadas à Universidade do Vale do Taquari - Univates.</p>
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<p>A obra <em>“</em><a href="https://bit.ly/46Rj5gc" target="_blank"><em>Restauração ecológica de florestas ribeirinhas: experiências nas margens do rio Taquari e afluentes</em></a><em>”</em> foi organizada pela professora Elisete Maria de Freitas, Luana Lermen Becchi, Marcos Vinicius Vizioli Klaus e Fernanda Bruxel e reúne contribuições de diversos pesquisadores, incluindo professores e estudantes atuais e diplomados da Univates, dedicados ao estudo da biodiversidade e da recuperação ambiental.</p>
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<p><a href="https://bit.ly/46Rj5gc" target="_blank">A obra está disponibilizada em .pdf com acesso livre</a> e estão sendo impressos 200 exemplares para distribuição gratuita para instituições de ensino e pesquisa, bibliotecas, bem como para secretarias ou departamentos de meio ambiente dos municípios. </p>
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<p>O livro surge em um momento particularmente sensível para o debate ambiental no Estado. Eventos extremos recentes, incluindo grandes inundações ocorridas em 2023 e 2024, ressaltaram a fragilidade de muitas margens de rios e arroios e demonstraram a necessidade de ampliar ações de restauração ecológica e de planejamento ambiental. Nesse contexto, a publicação busca sistematizar conhecimentos científicos, apresentar resultados de estudos realizados na região e oferecer subsídios técnicos que possam orientar novas iniciativas de recuperação das chamadas florestas ribeirinhas, formações vegetais que acompanham cursos d’água e importantes na manutenção dos ecossistemas e na promoção da resiliência climática.</p>
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<p>A obra, que inclui uma das metas de um projeto de pesquisa desenvolvido por meio da Política Pública de Reposição Florestal Obrigatória (RFO) da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul (SEMA/RS), foi financiada com recursos da empresa CEEE-Equatorial. A execução do projeto ficou sob responsabilidade da Univates, com coordenação da professora e pesquisadora Elisete Maria de Freitas.</p>
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<p>Ao longo de mais de duzentas páginas, o livro reúne capítulos que abordam desde aspectos conceituais e legais relacionados às áreas de preservação permanente até estudos específicos sobre espécies vegetais, fauna e processos ecológicos presentes nas margens do rio Taquari e de seus afluentes. A publicação também apresenta metodologias de restauração, experiências de pesquisa e dados que ajudam a compreender os desafios envolvidos na recuperação desses ambientes naturais.</p>
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<p><strong>O contexto da obra</strong></p>
<p>O projeto (Estudo de metodologias de restauração da cobertura vegetal das margens de rios e arroios da Bacia Hidrográfica do rio Taquari) que deu origem ao livro foi desenvolvido entre fevereiro de 2021 e março de 2025. A partir desse trabalho coletivo, pesquisadores buscaram documentar técnicas, registrar observações de campo e reunir informações que possam contribuir para futuros projetos de restauração ecológica no Rio Grande do Sul.</p>
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<p>Segundo os organizadores, a recuperação das matas ciliares tornou-se uma prioridade diante do cenário atual de degradação ambiental. Ao longo das últimas décadas, muitas dessas áreas foram ocupadas por atividades urbanas, industriais e agrícolas, o que levou à fragmentação das formações florestais e, em muitos casos, à sua eliminação completa.</p>
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<p>Dados apresentados na obra indicam a dimensão desse processo na Bacia do rio Taquari. Informações do projeto MapBiomas apontam que, antes das grandes inundações registradas recentemente no Estado, apenas 31,64% da faixa de Área de Preservação Permanente ao longo de aproximadamente 140 quilômetros do rio era ocupada por floresta ribeirinha preservada. Após os eventos climáticos de 2023 e 2024, a situação tornou-se ainda mais crítica: no final de 2024 restavam apenas 14,53% de mata nativa nas margens do rio.</p>
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<p>O cenário assinala, segundo os pesquisadores envolvidos no projeto, a urgência de ações voltadas à restauração ecológica das margens fluviais. A perda de vegetação nesses locais compromete uma série de funções ambientais importantes, como a estabilização do solo, a proteção contra erosão e o controle do assoreamento dos cursos d’água.</p>
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<p>As florestas ribeirinhas também são importantes para a manutenção da biodiversidade, pois são ambientes que abrigam grande diversidade de espécies de plantas e animais e funcionam como áreas de abrigo, alimentação e reprodução para diferentes organismos. Além disso, atuam como corredores ecológicos que permitem o deslocamento de espécies e a manutenção do fluxo genético entre populações.</p>
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<p>Outro aspecto destacado na obra é o conjunto de serviços ecossistêmicos oferecidos por essas formações vegetais. Entre eles estão a regulação térmica dos cursos d’água, a redução da evaporação, o sequestro de carbono e a retenção de sedimentos, fertilizantes e agrotóxicos que poderiam contaminar rios e arroios. Quando preservadas em faixas largas e contínuas, as florestas ribeirinhas também ajudam a reduzir a força das águas durante os períodos de inundação, diminuindo impactos sobre áreas agrícolas, infraestruturas e comunidades humanas.</p>
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<p>Apesar dessa importância ecológica, a degradação desses ambientes tornou-se recorrente em diferentes regiões do país. Nas margens do rio Taquari e de seus afluentes, por exemplo, estudos mostram que o avanço de atividades agrícolas ao longo do tempo contribuiu para a retirada da vegetação nativa e para a exposição do solo, favorecendo processos erosivos e o assoreamento dos cursos d’água.</p>
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<p>Os eventos climáticos recentes intensificaram esses problemas. As grandes cheias registradas no Rio Grande do Sul em 2023 e 2024 provocaram deterioração ainda mais acentuada das margens dos rios e agravaram a perda de vegetação ribeirinha. Em muitos pontos, as inundações deixaram taludes expostos e aceleraram processos erosivos, ampliando a vulnerabilidade dos cursos hídricos.</p>
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<p><strong>Técnicas sugeridas </strong></p>
<p>Diante desse cenário, a obra apresenta diferentes estratégias que podem ser utilizadas em projetos de restauração ecológica. Entre as técnicas discutidas estão o plantio de mudas de espécies nativas e a semeadura direta que podem ser executadas em área total ou em núcleos, formando nucleações. Esta técnica consiste na criação de pequenos núcleos de vegetação com a associação de espécies de diferentes grupos ecológicos (pioneiras e secundárias). Desta forma, estimulam a regeneração natural.</p>
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<p>A aplicação da técnicas, no entanto, envolve desafios, que o livro destaca, dentre os quais o controle de espécies exóticas invasoras, a escassez de mudas e de sementes de plantas nativas, a presença de animais domésticos em áreas em recuperação e os elevados custos operacionais de projetos de restauração. A limitação de recursos financeiros e humanos também aparece como um fator que dificulta a implementação de iniciativas em maior escala.</p>
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<p>Outro ponto abordado pelos autores é a necessidade de ampliar a capacitação técnica e a integração entre instituições envolvidas com a gestão ambiental, já que a falta de formação especializada e a ausência de articulação entre diferentes setores podem comprometer a eficácia de programas de restauração ecológica.</p>
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<p>Nesse sentido, o livro também enfatiza a importância da participação da sociedade nos processos de recuperação ambiental. A restauração de florestas ribeirinhas, segundo os organizadores, depende da atuação conjunta de diferentes atores, incluindo governos municipais, estaduais e federal, instituições de pesquisa, iniciativa privada e comunidades locais.</p>
<p><strong>Interdisciplinaridade</strong></p>
<p>A educação ambiental aparece com centralidade no processo de recuperação, uma vez que ampliar o conhecimento da população sobre o papel das matas ciliares e sobre a relação entre conservação ambiental e qualidade de vida é considerado um passo importante para promover mudanças de comportamento e fortalecer a proteção desses ecossistemas.</p>
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<p>O livro também traz contribuições de diferentes áreas do conhecimento, refletindo o caráter interdisciplinar do tema. Os capítulos abordam aspectos botânicos, ecológicos, jurídicos e ambientais relacionados às florestas ribeirinhas, além de apresentar registros de espécies vegetais e animais associados a esses ambientes.</p>
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<p>Entre os conteúdos apresentados estão a descrição de espécies arbóreas e arbustivas nativas das margens do rio Taquari, registros de fungos macroscópicos e estudos sobre aves e mamíferos presentes nesses ambientes com o intuito de ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade das florestas ribeirinhas da Região. Também apresenta análises de processos ecológicos, como a chamada “chuva de sementes”, que influencia a regeneração natural da vegetação.</p>
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<p>A obra também dedica capítulos específicos para divulgar espécies vegetais consideradas relevantes para uso em projetos de recuperação ambiental. Entre elas estão plantas pioneiras, importantes na regeneração de áreas degradadas, e espécies adaptadas a ambientes inundáveis, capazes de contribuir para a estabilização das margens dos rios.</p>
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<p>Além de reunir informações científicas, a publicação pretende estimular reflexões sobre o futuro dos ecossistemas fluviais e sobre a relação entre sociedade e natureza. Para os organizadores, restaurar as florestas ribeirinhas não é apenas uma tarefa técnica, mas também um compromisso ético com a conservação da biodiversidade e com a proteção dos recursos naturais.</p>
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<p>A expectativa dos organizadores é que o material sirva como referência para pesquisadores, gestores públicos, estudantes e profissionais envolvidos com a área ambiental.</p>
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<p><strong>Assessoria de Imprensa </strong></p>
<p>Setor de Marketing e Relacionamento com o Mercado </p>
<p>Universidade do Vale do Taquari - Univates</p>
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A proposta do encontro é evidenciar tradições, oportunidades e o turismo rural:
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<p>A Westfália em Festa – 30 anos, que ocorre de 19 a 22 de março no Parque Municipal de Eventos, com ingressos gratuitos em todos os dias, contará com o Seminário de Turismo sobre o tema “Turismo no espaço rural e suas potencialidades culturais”, programado para esta quinta-feira, às 14h30min, no Galpão de Eventos. A proposta do encontro é evidenciar tradições, oportunidades e o turismo rural como um case de sucesso para o desenvolvimento e o fortalecimento do sentimento de pertencimento nas comunidades.</p>
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<p>A realização é da Associação dos Municípios de Turismo da Região dos Vales (Amturvales), em parceria com a Prefeitura de Westfália, com apoio da Associação Cultural Westfaliana, da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Westfália (Aciswest), da Secretaria de Turismo do Governo do Estado, da Emater/RS-Ascar e do curso de Gestão de Turismo da Universidade Federal do Pampa (Unipampa). O objetivo é fortalecer o turismo rural como estratégia de desenvolvimento sustentável, valorizando o patrimônio cultural, a identidade local e as oportunidades para a região.</p>
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<p>Com palestras, painel temático, exposição de artesanato e apresentação cultural, o encontro promove integração entre poder público, trade turístico, empreendedores e comunidade, ampliando conexões e compartilhando experiências.</p>
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<p><span>Programação</span></p>
<p>14h30min – Abertura oficial e apresentação cultural com o Grupo Juvenil do Westfälische Tanzgruppe.</p>
<p>15h – Explanação sobre o tema “Experiências rurais e culturais”, com o diretor adjunto de Promoção e Competitividade da Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul, Rodrigo Santos.</p>
<p>15h30min – Painel “Patrimônio cultural, identidade e turismo: conexões para o desenvolvimento local”, com a professora Ângela Bento Ribeiro (Unipampa) e o professor Carlos José de Azevedo Machado (Instituto Federal Bento Gonçalves) abordando patrimônio cultural e conservação; professora Alice Leoti (Unipampa), trazendo uma abordagem sobre turismo cultural, memória e pertencimento; e o professor Lucildo Ahlert destacando a temática da vivência da cultura local, falas que terão na mediação a professora Juliana Rose Jasper (Unipampa).</p>
<p>17h – Palestra “Turismo rural como estratégia de desenvolvimento, tendências, oportunidades e desafios”, com a assistente técnica regional social da Emater, Elizângela Mainardi, seguida de momento para perguntas e exposição de artesanato “Saberes e fazer tradicional”, com o westfaliano Hugo Pott, fabricante do sapato de pau, um dos símbolos da cultural local, e participação de outros artesãos.</p>
<p>18h – Encerramento com coquetel e apresentação cultural</p>
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<p><span>Feira de Artesanato</span></p>
<p>A Westfália em Festa também contará com Feira de Artesanato, instalada junto ao Galpão de Eventos. Serão cerca de 50 espaços que privilegiam artesãos locais, que puderam se inscrever gratuitamente, e de outros municípios.</p>
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<p>Entre os trabalhos estarão produções em crochê, madeira, sabonetes artesanais, velas, tapeçaria e o tradicional sapato de pau, reforçando a valorização da diversidade cultural e da identidade westfaliana.</p>
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O motorista tentou empreender fuga por cerca de 3 quilômetros.
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<p>Na madrugada desta terça-feira (17), a Polícia Rodoviária Federal recuperou um veículo furtado e prendeu um homem por receptação. A ação ocorreu na BR-386, em Estrela.</p>
<p>Os agentes realizavam ação de enfrentamento à criminalidade na rodovia quando deram ordem de parada ao motorista de um Onix. Ele não parou e tentou fugir dos policiais em alta velocidade, transitando sobre áreas de ajardinamento. Em sua tentativa de fuga, ele saiu da rodovia e percorreu cerca de 3 km no interior do Bairro Boa União, em Estrela, até que a equipe conseguiu abordá-lo.</p>
<p>No procedimento de identificação do veículo, a equipe PRF constatou que ele estava com as placas clonadas. O carro original, emplacado em Porto Alegre, havia sido furtado em fevereiro deste ano no município de Camaquã.</p>
<p>O homem, de 29 anos e natural de São Leopoldo, já possuía passagens por tráfico de drogas, receptação e lesão corporal. Ele foi preso e encaminhado com o veículo para a polícia judiciária de Lajeado. O veículo, após liberação da perícia, será devolvido à proprietária.</p>
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<p>Texto: Asses. Imp. PRF Lajeado</p>